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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Shiuuuu




Sou leitora assídua do Shiuuuu e fiquei muito contente quando encontrei este segredo e ainda mais feliz com os comentários.
Eu estou numa relação que começou online e continua, na maior parte da sua substância, online. Esta palavra inclui quase sempre 'distância' como consequência, e isso torna-se a parte mais difícil.
Porém, apenas porque é algo da internet, algo online, não quer dizer que valha menos que as outras ditas 'normais'... É verdade que existe preconceito acerca disto, mas gente preconceituosa é coisa que não falta para aí e, se eu fosse ligar a essas pessoas, não tinha amor para dar. Nem ele tinha amor para me dar a mim.
Eu apoio, a 100%! Sempre apoiei, porque não é apenas por a comunicação se efetuar praticamente com um teclado, uma webcam ou em chamadas telefónicas toda a noite, que o sentimento é definido de outra forma.
Isto é real, é verdadeiro. E, ao que parece e para minha felicidade, estas relações dão 'frutos' :)

filme - the kings of summer



Eu tenho mais de 100 filmes em lista de espera, mas a escolha de hoje recaiu sobre este - The Kings of Summer - e tenho a dizer que adorei.

Toca um pouco a questão da liberdade, perante um cenário adolescente, abordando certos clichés, mas nunca se tornando aborrecido,
Além disso, tem uma banda sonora fantástica, que transmite uma tranquilidade, e os cenários e as transições são lindos. A natureza no seu melhor.
Sem querer ser spoiler... a personagem Biaggio é das coisas mais hilariantes que já vi.

Um filme a ter em conta.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

1 ano.

Uma taróloga online disse que eu era pessoa de inícios e não de fins, e por mais ridículo que este cenário possa parecer, ela acertou. Desde sempre que tenho ideias, fermento-as na cabeça, inicio-as, mas nunca as acabo. 
O meu entusiasmo desfaz-se no mesmo instante e eu, ou saio, ou desisto.

Qual não foi o meu espanto quando há umas semanas reparei que o Meia do Avesso foi criado a 27 de Janeiro de 2013, precisamente há um ano! Nem quis acreditar. É um blog aquário, ironicamente um signo do futuro e, logicamente, o signo da visão. 
É verdade, já passou por muitas mudanças e até pensei em desistir, mas aguentei firme.  Apesar de não ter tanto sucesso quanto queria, não o deitei no lixo como tantas vezes fiz em projetos anteriores. 
Há um ano, este espaço começou como Lapis Lazuli, o que fazia mais do que sentido na altura. Hoje, continuo a adorar azul, a ouvir Beach House e sou uma aspirante de Psicologia orgulhosamente, mas por alguma razão, o nome deixou de soar. E aí surgiu o Meia do Avesso, numa altura em que andava um tanto obcecada com coisas supersticiosas - aliás, ainda hoje uso uma meia do avesso.

Estou extremamente orgulhosa deste cenário pessoal. Não espelhas tanto de mim quanto queria, mas isso é algo na qual me empenharei; mostrarei rebeldia, esperando que traga mudanças positivas. Quero aqui mostrar sinceridade, opinião, alegria, tristeza e raiva. Falar de forma sóbria ou mostrar toda a confusão que, na maior parte do tempo, sou.
O meu maior desejo é que o Meia do Avesso nunca tenha fim.

A quem está desse lado, obrigado.
A este espaço, parabéns e que dures por muito tempo.



praxe

Já não consigo ler isto. Já não consigo contar quantas vezes vi esta palavra nos últimos dias, com ou sem hashtag.
Eu fui praxada. Não, não nesse sentido. Eu fui REALMENTE PRAXADA. Integrada, estão a ver? Berrei, cantei, fiquei afónica; ri-me, calei-me e olhei nos olhos das doutoras; estive de 4, estive em posição de descanso, andei com os joelhos esfolados semanas sem conta. Tenho pena de não ter tido uma praxe mais física, mas ainda me deixa mais triste esses tempos já terem passado.

É lamentável isto tudo. O enredo que os media criam... Ninguém sabe o que é praxe se nunca foram praxados.
E o problema, meus caros, não é a praxe. É quem faz a praxe.

Eu fui caloira e adorei.

sábado, 25 de janeiro de 2014

and i wanna kiss you, make you feel alright


É com esta que marco o meu fim-de-semana.

Apenas falta uma semana para alguém muito especial chegar de Erasmus. Só de pensar que já lá vão 5 meses mais outros tantos...
A minha saudade é realmente palpável.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Desprezível... não é o suficiente


Hoje tinha decidido ver um filme, ler um pouco e ouvir alguma música antes de dormir. Estou de férias e a noite ainda é uma criança, sobretudo com um programa caseiro como este. Porém, o meu estado zen foi interrompido e ainda estou para arranjar uma única palavra que defina isto.

A esse senhor Camilo e ao outro protótipo de gente, Bernardo Loubet da Nóbrega, que apenas por ter um nome tão pomposo, tem de o colocar inteiramente no facebook... A vocês, seus maltrapilhos:

Sei perfeitamente que para discursos deste tom, eu deveria, como se diz no bom calão, cagar e andar, mas desculpem-me, não o consigo fazer. Neste momento, a minha raiva é palpável e corre pelas minhas veias e, se pudesse, soltaria uns belos palavrões para aliviar o stress.
Se existe algo inútil aqui foram essas palavras debitadas de alguém que fará parte da próxima geração de Portugal. Tenho medo, tenho vergonha!

As ciências sociais tornaram-se o enredo da minha vida, apaixonei-me completamente por uma das mais interessantes e poderosas ciências - a psicologia. PORQUE ISTO É CIÊNCIA!
Ciência não são apenas as engenharias, os números, os materiais químicos, os fuminhos que testam em laboratório. Não! E quem pensa isto é uma mente mesquinha. Porque ciência é tudo, incluindo vocês os dois que, infelizmente, são seres humanos, e fazem parte da componente social da ciência.
Por vocês, eu não teria futuro à minha frente. Aliás, por vocês, eu nem sequer andaria a estudar aquilo que gosto e aquilo que tenho a certeza que quero fazer o resto da minha vida. E essa é a diferença entre mim e vocês senhores - eu tive ótimos professores de português que me ensinaram a passar para papel a confusão desgarrada do meu cérebro, sem erros ortográficos; eu tive professores de artes que me ensinaram a ser criativa e que, quando os nossos objetivos escolhem o lado errado da bifurcação, nós podemos criar, imaginar, construir tudo de novo e do nada; tive professores de desporto que me incitaram a aproveitar as minhas capacidades, porque a vida não é só pensar. É correr, saltar - é ter corpo são. Professores de história, professores de francês, professores de inglês. E à minha cara professora de psicologia, que me demonstrou que o meu futuro não estava perdido e que quando fazemos algo que gostamos, isso não é trabalho.
Tenho a noção de que o país está mal para toda a gente, não só para as humanidades. Até eu, que defendo o meu curso com unhas e dentes, entendo o poço sem fundo em que estamos. Isso deve-se às inúmeras escolas privadas deste país que, por ano, formam mais psicólogos do que todos os estabelecimentos de ensino superiores públicos. São esses, os facilitados que arruínam a massiva geração. Até eu já pensei que a minha faculdade deveria reduzir o número de vagas... E não, não me importaria com isso, porque esforcei-me toda a vida para isto, e não seria o menor números de vagas que me impossibilitaria de entrar.

Este discurso assusta-me. Tenho medo do que as pessoas vão pensar sobre a minha futura profissão, aquilo que colocará alimento na mesa, roupa no corpo e, sendo ambiciosa, uns carimbos no passaporte. Tenho medo dos hipócritas que vão concordar com isto e daqueles que já apoiam.

A vocês os dois que se incluem na humanidade e não podem fugir dela... Espero um dia receber-vos no meu consultório, onde vos receberei com um grande sorriso e vos ajudarei nas vossas frustrações, por os vossos pais não vos terem deixado estudar artes, "porque isso é para paneleiros e não é vida"... Onde vos tratarei sem qualquer julgamento por palavras que disseram tempos antes.
No entanto, têm de pagar à saída e eu farei um belo jantar com o vosso tempo.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

o (meu) livro do momento.

Das coisas que mais aprecio é ter tempo livre para ler, aliás para devorar livros. Adoro aquela sensação de me embrenhar em cada história, imaginar todas as personagens, debater-me interiormente com elas e, no fim, ficar com aquelas borboletas na barriga porque terminou e eu queria mais.
Não tenho por hábito comprar livros do mesmo autor, excepto uma ou outra trilogia ou livro aleatório, até porque, em certos casos, não encontro mais nenhuma obra do autor por cá, mas tenciono repetir certos estilos literários.

Os dois últimos que comprei para encher a estante por uns tempos, sem fugir à (minha) regra, não pertencem ao mesmo autor. O primeiro, que estou a ler de momento, chama-se A Filha do Pescador, de Nicky Pellegrino. De início, avançou bastante na história, mas desde então tem-se tornado monótona e percebendo-se que existem ali inúmeros acontecimentos que precisam de ser desvendados, tenho a sensação que, nas últimas páginas, tudo vai acontecer. No entanto, desiludo-me porque até lá chegar, aborreço-me um pouco com as páginas intermédias, quase que se torna previsível.
MAS, existe um grande ponto a favor do livro, que foi, em parte, o que me levou a comprá-lo: eu adoro comida, e este livro possui cada descrição de comida italiana que aquilo... até tenho água na boca só de imaginar.

O segundo chama-se Um Mundo Invisível, e é de Katherine Webb. Mais uma vez, nunca tinha ouvido falar nesta autora, mas espero uma boa leitura, porque é um romance de época e estes são os meus favoritos, seja em livro ou cinema.

Portanto, aqui ficam duas sugestões. ;)


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

criança desaparecida na madeira

Talvez a minha opinião seja ingénua, mas é isso, uma opinião.

Em relação a este assunto (ver aqui) é bem curta. Primeiro, a meu ver, não vejo qualquer sofrimento por parte dos familiares. Eu, que sou apologista das teorias que afirmam que os sujeitos reagem de formas diferentes, neste caso, só consigo ver indiferença e, nem algumas imagens de pessoas abraçadas, me mostram qualquer compaixão.
Segundo, três horas até dar o alarme... Quantos aviões, barcos não saem daquela ilha, sobretudo durante todo esse tempo?; e o cenário que uma vizinha relatou, que envolvia um carro que abrandou e etc, não me convence.

Ou seja, de uma forma geral, nada nesta história me convence.
É a minha ingénua opinião.

sábado, 18 de janeiro de 2014

tragédia do meco.

Lembro-me bem de toda a atenção dada à tragédia que aconteceu há um mês atrás, na Praia do Meco, onde 6 estudantes morreram. Aliás, foi um acontecimento aterrador para um país que apenas está habituado a noticias sobre crise e más posições de Portugal nos rankings.

No entanto, recordo-me bem daquilo que comentei na altura, acerca do único sobrevivente - 'Quem se vai f*der é ele!' (peço desculpa pelo termo). E bastou um mês para isso acontecer...
Hoje, o JN apresentou esta notícia: 'Família de vítimas do Meco querem processar sobrevivente' (ver aqui). E eu pergunto-me porquê.

É certo, o rapaz não fala e o que falou foi pouco. Mas vejamos a situação com bom senso - obviamente as famílias estão a passar por um mau bocado, mas e o que ele passou? Alguém já parou para pensar? Um rapaz que numa noite, e talvez em poucos minutos, viu desaparecer 6 dos seus companheiros?
Acreditem, a meu ver, é normal que ele não fale. Eu provavelmente estava na mesma situação, a querer reprimir todas as memórias daquela noite, a pensar o que não se podia ter feito. Um acontecimento deste tamanho para uma só consciência sobrevivente é traumático, e não se contam pelos dedos os sujeitos que andam por aí que ainda hoje sofrem de stress pós-traumático e que não se atrevem a falar de coisas que aconteceram há décadas atrás.

As famílias têm um objetivo com este processo - pressioná-lo. E sabem o que faz a pressão a um indivíduo nestas circunstâncias? Ainda o coloca numa posição mais defensiva, ainda o afunda mais.
O que quer que tenha acontecido não é inteiramente culpa dele. É de todos aqueles que estavam àquela hora, naquele local. Não me venham com argumentos de que ele era o líder do grupo e que provavelmente eles se atiraram ao mar porque era praxe;e muito menos com o facto de que eles estavam totalmente conscientes (ou sóbrios, deixo-vos à vontade de ajuizar). Ninguém, MAS NINGUÉM, no seu perfeito juízo se atira ao mar porque é praxe. Ninguém, MAS NINGUÉM, se atira ao mar porque 'vamos lá!'.

O meu juízo... Lamento imenso, mas eu acredito numa versão que engloba álcool e talvez outras coisas. E não concordo de todo com esta cena dramática de processar o miúdo. Se ele realmente é o único culpado nisto, acho que o peso da sua consciência para o resto da vida será pena suficiente.

Lá está, esta é uma história que talvez ainda faça correr muita tinta, que diverge em opiniões. Quem sabe de tudo não fala, e eu acredito que ele falará com o tempo. Neste momento, as famílias deviam era estar em silêncio, a fazer o luto por aqueles que foram, e deixarem-se de invenções que não farão os jovens voltar. Tal como certos corpos demoraram o seu tempo a ser entregues a terra, também a verdade desta história demorará o seu tempo a vir à superfície.

o que sabia bem agora era...

A minha ideia era vir deixar a opinião sobre esta notícia (jn), mas deixo isso para mais logo, porque neste momento a minha barriga está a dar horas e isso mexe imenso com o meu juízo crítico.










Uma coisa é certa: se eu pudesse comer massa, ou feijoada ou bacalhau com broa todos os dias, COMIA!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

amor de mãe e gata.

Não é tão bom ter uma ligação com um animal, que basta irmos duas semanas para fora sem o levar, quando chegamos, ele vira-nos a cara quando tentamos matar saudades, do género 'És mesmo reles! Foste embora e deixaste-me aqui!'?

Bem que me custou, chegar a casa e a minha filha não me receber de braços abertos... quer dizer, neste caso, com um belo 'miau'.

Mas agora já faz ron ron.
.

*a minha poderosa*

sábado, 11 de janeiro de 2014

um berro na varanda já ia.

Aposto que nem a maior foca do meu curso está a gostar de tanto estudo.




Cheguei ao ponto em que realmente o que me safa é acreditar. O estudo já não resulta.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

está oficialmente aberta...

... a época de exames.



E nada melhor, e mais irónico, do que começar com o exame de Memória.
Boa sorte, para quem sofre deste mal.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano Novo

Há um ano atrás escrevinhei aqui num caderno algumas palavras sobre o ano que acabava, 2012, e o que viria.
Lembro-me que pedi para 2013 levar da minha vida as pessoas tóxicas, aquelas que sempre considerei como amigas, mas que no fundo não passavam de empecilhos; e, no seu lugar, pedi para trazer chocolates, beijos, abraços, gargalhadas e um príncipe.
É verdade que levou a má-rés, mas também não hesitou em demonstrar o seu lado agridoce, levando alguém muito especial, que nunca será esquecido por ninguém (onde quer que estejas, gosto de ti. gostamos todos e fazes imensa falta!). Porém, e como a vida é um ciclo, este ano que já lá vai trouxe das melhores coisas da minha vida: o meu lindo sobrinho. Nunca vou esquecer aqueles 20 dias, desde o dia em que descobri que a minha irmã estava grávida até ao dia em que assisti ao parto do benjamin da família (e digo-vos que o parto é uma cena fascinante. Passei lá mais de 12h!). E, é neste seguimento, que tenho a dizer que a grande heroína foste tu, minha irmã, que durante 9 meses aguentaste sozinha esta coisinha linda, com medo de retaliações nossas, mas como se viu, família é família e este ano entrámos em 2014 com mais um membro! Saúdinha para todos!

Parabéns 2013! Cumpriste - trouxeste chocolates, beijos, abraços, gargalhadas e o meu príncipe. E é, especialmente por este, que te tenho de agradecer. Agora sei que o amo.

Espero, não querendo ser ambiciosa, que 2014 seja melhor, já que será o ano em que farei 20 anos... Nem sei se fique contente ou feliz! Desde que haja saúde, união, amor, sucesso e, hipocrisia à parte, dinheirinho, já era bom.
Um bem-haja para ti que ainda agora chegaste! Força.

2014