Sempre disse que, se alguma vez tivesse um cão, se chamaria Bóris, e era perfeito se o meu Bóris fosse a minha raça favorita - Bouvier Bernois.
Até que um dia, a maior surpresa da minha vida foi um pequeno Bóris, de 2 meses e meio. Garantidamente, foi o dia mais feliz da minha vida.
A vida era longa, os planos eram infindáveis. Não podia ter um animal mais parecido comigo. Sonhava, um dia, ter uma casa com um grande jardim, ou um apartamento com uma varanda ou terraço fantásticos, e que viveríamos juntos até sempre.
O destino é injusto. O destino não nos deixa sequer tentar concretizar os sonhos. Neste momento, levou daquilo que eu tinha de melhor, assim, de repente. Repetiu exactamente aquilo que fez há dois meses atrás, quando levou a outra metade do meu coração.
Juntos, os 3, seríamos uma família - o cão, a gata e a dona.
Espero que, onde quer que estejas, estejam juntos. E um dia, juntar-me-ei a vocês e cumpriremos tudo o que estava planeado e desejado, numa outra vida que, além de longa, será eterna.
Amo-te, Bo.
(para suportar todo o momento, nada melhor do que alguém desconhecido dizer que o nosso namorado parece o Taylor Kinney. Obrigado, obrigado!)
terça-feira, 29 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
in lógico
Eu podia pegar em qualquer frase da música 'Do I Wanna Know' dos Arctic Monkeys, e adaptá-la ao que penso. Talvez fosse um bom exercício cognitivo, mas emocionalmente seria desastroso. Porque todas as justificações que daria não mostram equilíbrio naquilo que eu queria que fosse equilibrado.
Mas agora questiono-me se, desde o oficial início, realmente existiu equilíbrio; uma pessoa põe-se toda arrogante e cheia de si em diante de outras na mesma situação, e diz que só aguenta distância quem tem maturidade suficiente para lidar com ela e, no entanto, agora que páro para pensar, maturidade não é tudo. Para a distância dar certo faltam muitas outras coisas que, lá está, formam um equilíbrio, não colocando a pessoa em constante ansiedade e desconforto por não saber quando será a próxima vez que esse equilíbrio ocorrerá presencialmente.
É necessário então demasiado equilíbrio para tanta corda-bamba.
Eu não sei o que mudou. Só sinto a diferença, que paira entre nós como um aroma leve que vai e volta. Originam-se muitas conversas, demasiadas até, conversas pesadas sempre sobre a mesma temática. No final parece que tudo se resolveu; na semana a seguir, a conversa repete-se.
A este ponto, o equilíbrio deu lugar ao desgaste. Uma pessoa não sabe que mais conversar, questionar, para descobrir que raio de cheirinho é este que anda em nosso redor.
Onde está a confiança? Que raio de obsessão é esta que agora desceu sobre mim? Agora posso, com toda a certeza (coisa que não me faz feliz), afirmar que isto está a tornar-se obsessão; os pensamentos negativos surgem automaticamente, não em relação a mim, mas sobre ti. Porque parece que não sei mais quem tu és... Agora. Porque aposto que daqui a pouco saberei, e parecerás tal e qual aquele que conheci. Mas depois, momentos depois, já não saberei de novo quem és.
Não existe equilíbrio, nem no que escrevo. E não existe lógica, porque a nossa situação não a tem. E agora não me questiono sobre quando voltaremos a estar juntos, mas sim quando voltaremos a ser quem éramos.
domingo, 13 de abril de 2014
seguimento das coisas.
Todos os dias são dias para dizer que te amo, mas hoje é especial. Porque hoje celebro uma amizade. A nossa. E, para minha felicidade, celebro também o amor, a cumplicidade, a loucura, a comédia, típicas daquilo que somos como um só. Porque eu já não me vejo sem ti.
Porqué me ensinaste a amar. Amar-te. Amar-te-ei toda a minha vida. A nossa vida. Longa.
A ti, que há 2 anos me falavas da Escócia e querias gozar comigo. A ti, amor da minha vida. Parabéns.
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