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terça-feira, 25 de junho de 2013

um.

        


                Não valia a pena insistir. A sua mãe já tinha dito mais do que uma vez que teria de passar as férias na aldeia dos seus tios, aliás que era o melhor para ela. Mas quem era ela para afirmar o que era o melhor para si? Nunca se tinha preocupado com ela, e agora é que se lembrou das suas responsabilidades maternais, que deviam ter começado há 18 anos atrás, e de decidir o que era melhor para si.
                Durante toda a sua vida chamou-a de mãe, é verdade. Mas não passava de um nome. Habituou-se àquela palavra. Mas Marta não passava da mulher que a deitou ao mundo, que a carregou durante 9 meses no seu ventre, que estava casada com Jorge. Por mais que isto seja insensível, era assim que Catarina pensava nessa senhora.
                Por outro lado, Jorge. O homem que fora seu pai e, sem dúvida alguma, a sua verdadeira mãe. Esteve sempre lá quando Catarina precisou, fosse com um sorriso ou com um belo ralhete. Catarina costumava dizer-lhe que era o homem da sua vida, e foram estas a últimas palavras que lhe dirigiu.
                Desde então, a relação entre Marta e Catarina, por mais subtil que fosse, deixou de existir completamente.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

estou feliz!

Estou feliz porque o Verão realmente se impôs! E, ainda por cima, trouxe a Lua mais bonita.
Agora é esperar pelos resultados dos exames e ver se não tenho que pôr de lado o sol para me agarrar às folhas, outra vez. Mas pronto, é por uma boa causa, e sei que um dia sairei do casulo e serei uma linda borboleta.
Bem, é melhor ficar por aqui. Divagações.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

olá Verão

Vê se tem impões!

está a chover, mas...

Hoje começa o Verão! Às 5h04 da madrugada!
Já me convidaram para ficar acordada até ele chegar, mas isso já é outra história.

Com chuva ou sem chuva, um bom Verão para vocês.

domingo, 16 de junho de 2013

greve dos professores

Eu até podia tomar uma posição de pimenta no cu dos outros é refresco e dizer que agradeço por já estar no ensino superior. Mas não faço.
Irrita-me a situação da greve dos professores. Entendo que fazer greve é um dos direitos e que devem usufruir dele, aliás aproveitem-no porque ainda não se paga, e percebo a jogada de quando a greve se faz num dia importante. Mas agora chego a uma contradição... Num dia importante, logo o dia do exame de português do 12º ano.

Eu sei, eu sei que o governo quer que os professores trabalhem 40 horas por semana, no próximo ano letivo, e que esta regra leva a que cada professor tenha cerca de 300 alunos. Obviamente que isto leva a um declínio na qualidade de trabalho, mas é aqui que eu me lembro que os professores, quer tenham 10, 20, 30 alunos por turma, andam sempre chateados.
Eram uma classe privilegiada, toda a gente ia para professor. Até que estagnou. Continuam a ser uma classe privilegiada? A meu ver sim. Todos aqueles efetivos, todos aqueles que estão a trabalhar são, para mim, privilegiados. Quem dera a muitos outros, formados há vários anos, e que nunca exerceram adequadamente a sua profissão. Quem dera a esses terem oportunidade.

E o que acontece com a classe privilegiada? Entram na sala de aula, já a reclamar - salvo certas e milagrosas exceções -, ou porque o quadro interativo não funciona, ou porque a senhora da reprografia agrafou os testes, ou porque o sistema informático não deixa escrever o sumário, ... Eu assisti a isto. A isto e a graxa, que é das coisas que mais irrita.

Amanhã em jogo está muita coisa. O exame de português, além de avaliar o conhecimento da nossa língua materna, serve de passe para a concretização de um futuro que muitos alunos ambicionam agora. E estes pobres estão agora condicionados, porque 'não sei se vale a pena estudar', ou 'e se amanhã chego lá e os da sala ao lado fazem exame e eu fico a olhar para  boneco?', 'e se o próximo exame é mais difícil?'.

Vá lá professores! Vocês na tv dizem que isto é para o bem dos alunos, mas agora puxando matéria de ciências sociais para aqui isto é uma ditadura do proletariado ou uma ditadura sobre o proletariado?

terça-feira, 11 de junho de 2013

não é que a je já sabe?!

Da última vez falei da minha vontade em alterar o nome do blog, para algo mais português.  Pois... Tarefa difícil... Algo mais português e que tenha a ver comigo...
Et voilá! Meti-me em frente ao espelho, olhei-me de alto a baixo, e...

Eu: Algo relacionado com a altura?
Outro Eu: Não, a tua altura de português não tem nada.
Eu: Hm...
Outro Eu: Duplo Hm...
Eu: - tendo um insight e olhando para os meus pés - É isso! Meia do avesso!
Outro Eu: Que é que isso tem de português?
Eu: Sai diabo!

É, lá estava eu, de pijama, e com uma meiazita do avesso, que não faz mal a ninguém. Mas não pensem que sou fanática com cenas supersticiosas!
Pois bem...

Olá, bem-vindos ao Meia do Avesso, um blog protegido do mau olhado.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

desabafo.

Aviso que este texto tem cara de quem vai ser enorme.

1.
Considero-me boa pessoa e boa amiga, daquelas que nunca se queixa quando alguém erra, e que põe os amigos à frente de tudo. Bem, visto agora, talvez isto também seja um pouco patetice.
Tenho poucos amigos, mas aqueles que tenho são bons. Praticamente são os mesmos de há 13/14 anos atrás, e que se foram mantendo toda a vida, exceto aqueles incríveis que chegaram mais tarde. No entanto, as amizades diferem de pessoa para pessoa, e apesar de gostar de todos eles, sentia-me mais confiante com uns do que com outros, o que penso que acontece não só comigo.

Clinicamente falando, tenho um caso de amizade na minha vida que nunca soube definir. Sempre fomos amigas, inclusive melhores amigas, mas tempos mais tarde dei por mim farta dos dramas dela e, não quero que soe mal, mas a apreciar a ausência dela. Eu explico-vos, para não me julgarem já como falsa: o nosso grupo tem muita gente alegre e com ótimo sentido de humor, que só ri o dia inteiro. Se a X. estivesse num dia mau, mal ela aparecesse, o mood de todos alterava-se. Ninguém podia dar um riso porque a menina estava chateada. E quando estava num dia bom, era o escabeche. Tinha um riso patético para ver se chamava a atenção de toda a gente.
No entanto, aquilo aguentava-se, e eu era amiga dela e ela minha amiga, suponho.
Não quero que me interpretem mal. A X. tem qualidades e defeitos, como eu, como todos nós. Falei dela porque é uma pessoa que, apesar de saber muito, tenho visto que não sei quase nada, e que por vezes as princesas da nossa vida, são das maiores bruxas.
Bem, avançando...

Em Setembro passado, fui para a universidade.
As vidas mudam. Os caminhos são diferentes, mas isso não é sinal de que uma amizade acabou. E eu sei agora quem são os amigos! Não digo melhores amigos porque odeio essa distinção, digo os amigos. Sei quem consegue lidar com a distância, quem consegue lidar com a falta de contacto e, mesmo assim, quando se marca um café, é como se nada tivesse mudado. Os assuntos surgem naturalmente, as brincadeiras continuam, não há aquele ambiente estranho.

Digo-vos, quase a chegar ao fim do meu 1º ano de faculdade, já perdi amigos, alguns sem motivo (mas lá está, a X. tem uma capacidade de persuasão... !), porém ganhei amigos. E é como se diz, amigos da faculdade são para a vida. E são!

Se me sinto mal? Um pouco, porque penso que podia ter sempre dado mais atenção, ligado mais, ter mandado mais sms, marcado mais uns cafezitos. Mas seriam mesmo estas coisas que mudariam o que, secalhar, já estava destinado?

Hoje acho que fiquei com a certeza de que aquilo que, há uns mesitos, eram virgulas, são agora pontos finais.


2.
Quando criei este blog há uns meses atrás, dei-lhe este nome, Lapis Lazuli. Na altura soou-me perfeito, aliás eu explico o porquê na primeira mensagem que escrevi. Hoje, não me faz sentido. Aliás, todo este espaço, muitas vezes, não faz sentido. Estou a pensar em mudar o nome. Algo mais português. Ainda estou à procura.



Obrigada pela paciência. E desculpem a confusão do texto, mas a minha cabeça está uma confusão também.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

verão frio e húmido? no way!

Para mim, é preferível estar a estudar e ter o sol, e o respetivo calor, a entrar janela dentro. Isto porque sempre dá para aproveitar durante as pausas, ou até mesmo pegar nos apontamentos e sair à rua. Já quando chove, é maior a preguiça do que a vontade de estudar.
Com isto quero dizer: Sol, e respetivo Calor, vejam se aguentam, porque está tudo a dizer que vamos ter o verão mais frio e húmido. Mostrem-lhes do que são capazes!
 
Enquanto isso, eu vou estudar.

sábado, 1 de junho de 2013

sobre o ops...

Hoje é o último dia do Optimus Primavera Sound. Sou grande fã do estilo indie/indie pop e acho fantástico o facto de existir um festival assim. O meu concerto de eleição seria o dos Explosions in the Sky, mas infelizmente não deu para ir. Talvez para a próxima...