´

segunda-feira, 10 de junho de 2013

desabafo.

Aviso que este texto tem cara de quem vai ser enorme.

1.
Considero-me boa pessoa e boa amiga, daquelas que nunca se queixa quando alguém erra, e que põe os amigos à frente de tudo. Bem, visto agora, talvez isto também seja um pouco patetice.
Tenho poucos amigos, mas aqueles que tenho são bons. Praticamente são os mesmos de há 13/14 anos atrás, e que se foram mantendo toda a vida, exceto aqueles incríveis que chegaram mais tarde. No entanto, as amizades diferem de pessoa para pessoa, e apesar de gostar de todos eles, sentia-me mais confiante com uns do que com outros, o que penso que acontece não só comigo.

Clinicamente falando, tenho um caso de amizade na minha vida que nunca soube definir. Sempre fomos amigas, inclusive melhores amigas, mas tempos mais tarde dei por mim farta dos dramas dela e, não quero que soe mal, mas a apreciar a ausência dela. Eu explico-vos, para não me julgarem já como falsa: o nosso grupo tem muita gente alegre e com ótimo sentido de humor, que só ri o dia inteiro. Se a X. estivesse num dia mau, mal ela aparecesse, o mood de todos alterava-se. Ninguém podia dar um riso porque a menina estava chateada. E quando estava num dia bom, era o escabeche. Tinha um riso patético para ver se chamava a atenção de toda a gente.
No entanto, aquilo aguentava-se, e eu era amiga dela e ela minha amiga, suponho.
Não quero que me interpretem mal. A X. tem qualidades e defeitos, como eu, como todos nós. Falei dela porque é uma pessoa que, apesar de saber muito, tenho visto que não sei quase nada, e que por vezes as princesas da nossa vida, são das maiores bruxas.
Bem, avançando...

Em Setembro passado, fui para a universidade.
As vidas mudam. Os caminhos são diferentes, mas isso não é sinal de que uma amizade acabou. E eu sei agora quem são os amigos! Não digo melhores amigos porque odeio essa distinção, digo os amigos. Sei quem consegue lidar com a distância, quem consegue lidar com a falta de contacto e, mesmo assim, quando se marca um café, é como se nada tivesse mudado. Os assuntos surgem naturalmente, as brincadeiras continuam, não há aquele ambiente estranho.

Digo-vos, quase a chegar ao fim do meu 1º ano de faculdade, já perdi amigos, alguns sem motivo (mas lá está, a X. tem uma capacidade de persuasão... !), porém ganhei amigos. E é como se diz, amigos da faculdade são para a vida. E são!

Se me sinto mal? Um pouco, porque penso que podia ter sempre dado mais atenção, ligado mais, ter mandado mais sms, marcado mais uns cafezitos. Mas seriam mesmo estas coisas que mudariam o que, secalhar, já estava destinado?

Hoje acho que fiquei com a certeza de que aquilo que, há uns mesitos, eram virgulas, são agora pontos finais.


2.
Quando criei este blog há uns meses atrás, dei-lhe este nome, Lapis Lazuli. Na altura soou-me perfeito, aliás eu explico o porquê na primeira mensagem que escrevi. Hoje, não me faz sentido. Aliás, todo este espaço, muitas vezes, não faz sentido. Estou a pensar em mudar o nome. Algo mais português. Ainda estou à procura.



Obrigada pela paciência. E desculpem a confusão do texto, mas a minha cabeça está uma confusão também.

Sem comentários:

Enviar um comentário