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sábado, 30 de março de 2013

obrigada.

Hoje, quando acordei, vi que tinha um envelope em cima da mesinha de cabeceira, com o meu nome. Abri e vi que era um recado da Primavera, para responder à carta que lhe enviei.
E dizia o seguinte:

Querida A.,

Imagino como te sentes, mas acho que a minha dor é muito mais intensa. 
No entanto, li e reli a tua carta e acho que tens razão e, por isso, tive uma conversa séria com o Inverno e fizemos um acordo, apesar de não ser durante muito tempo, porque o raio do Inverno é teimoso que nem uma mula. 
E aqui está! Juntamente com este recadinho, enviei-te uns raios de Sol e também um pouco de Calor. Acho que dão para este Sábado. E mais não dá, e já te disse o porquê (aquele Inverno, que nervos!!)
Aproveita!


Primavera


Obrigada, Primavera! 






quinta-feira, 28 de março de 2013

para ti, estação donzela.

Minha casa, 28 de Março de 2013

Está um tempo detestável lá fora.
Não vejo um raio de Sol há dias. A Chuva não há maneira de parar e insiste em trazer o seu primo Vento. Sinceramente, já me enervam os dois. É que já nem a querida Trovoada e o seu marido Relâmpago se dignam a aparecer, o que, admito, tornava este ambiente muito mais bonito.
Tu, que és a estação do ano que toda a gente quer, a estação que marca o fim do Inverno e que assinala a chegada do Verão, és a estação mais donzela, a mais inocente, a mais delicada.
Tu, que começas no mês de muitas coisas boas e de muito boa gente (ahah), tu que chegaste há uma semana,  e que ainda não deste a mostrar os teus sinais de beleza, excepto uma pequena borboleta que vi no outro dia.
Tu, sim, tu...
Estou triste por ti, minha Primavera, por não poderes dar um pequeno sorriso que faça chegar as Andorinhas, que faça abrir as Flores, que faça afastar as Nuvens Cinzentas.
Peço-te para que, com a tua delicada atitude, mandes o Inverno e todo o seu mau temperamento embora.
E mais! Peço-te desculpa por só te dar as boas-vindas ao fim de uma semana...

Adoro-te,
A.


quarta-feira, 27 de março de 2013

facto

People don't change. They modify, they adjust. Underneath, we are who we are. 
(...)
People just get better at covering up their flaws.*
Amelia Shepherd (Private Practice)
~


* As pessoas não mudam. Elas modificam-se, adaptam-se. Mas no fim, elas continuam as mesmas.
Apenas apanham jeito para esconder os seus defeitos.

segunda-feira, 25 de março de 2013

e no meio do estudo...

O Homem é o Lobo do Homem.
Thomas Hobbes





a carta, a fotografia

Foi um dos meus presentes de aniversário, uma carta.
Uma carta que eu já sabia que existia. Uma carta que  eu já sabia que viria carregada de sentimentalismo e, sobretudo, saudades. Uma carta que trouxe um outro presente, no interior: uma fotografia.
Uma fotografia que mostra 'os dias mais felizes da minha vida', segundo o que ele diz. Uma fotografia que mostra uma história que, para uns, não tem pés nem cabeça e, para outros, significa toda a sua vida. Uma fotografia que, para mim, a esta altura do campeonato, deveria apenas fazer-me sorrir, e está a obrigar-me a escrever este texto, que aposto que vai sair tão confuso, tal como me sinto.
Começou tudo em Abril do ano passado, e não vos conto como, porque isso envergonha-me um pouco. O T. deu logo sinais de gostar de mim, como amor à primeira vista. Eu notava isso, aliás, ele não fazia nada para ser discreto.
Eu já tinha vivido uma situação destas, sabia perfeitamente o que podia acontecer e, mais do que tudo, tinha a certeza que não queria viver tudo de novo. Já me bastara o passado, que se prolongara demasiado tempo até ao presente...
Não consegui evitar. Daí a uns tempos, estava a ouvi-lo dizer a palavra, Amo-te. E, a partir daí, tudo aquilo que eu mais temia, tudo aquilo que eu estava a querer evitar, aconteceu.
O T. amava-me. Aliás, ainda me ama. E eu nunca senti o mesmo por ele. E o meu maior erro foi dizer que sim, que o amava, que o desejava, tanto quanto ele me desejava. O meu maior erro foi acomodar-me, deixar-me embrulhar nesta mentira, tudo para evitar magoá-lo. Podem chamar-me hipócrita, mas sim, deixei-me acomodar por causa dele.
Pouco tempo depois de tirarmos a dita fotografia, eu fui completamente sincera com ele. Não de uma vez, mas aos poucos. Foi difícil  E o que lhe dificultou ainda mais, foi o facto de ele ter planeado toda a vida dele, comigo. Ele nunca pensou na ruptura, ele sempre foi optimista; eu fui pessimista, eu olhava para a nossa situação, e via que, além de não sentir o mesmo por ele, se o sentisse, era impossível termos uma relação estável, porque não tínhamos condições para tal. Pronto, não digo pessimista, digo realista.
Ele é dos meus maiores amigos, e é alguém que não quero perder. E sei que sou o mesmo para ele, talvez até mais.
Sobre o futuro, logo se verá. Já pensei várias vezes que, quando ele me esquecer,  o feitiço vira-se contra o feiticeiro, e invertemos papéis. Ou então a nossa amizade especial acaba de vez. Ou então... Não sei.
Eu gosto do T., acreditem ou não, gosto. É uma sensação estranha, porque sei que não o amo (ou penso que sei!), mas, ao mesmo tempo, não me imagino a viver sem ele.
Agora que eu devia ter mais certezas, está tudo desfocado.
Obrigada.

hb

Sim, já venho atrasada, mas PARABÉNS A MIM! Nem acredito que já vou nos 19...


quarta-feira, 20 de março de 2013

tumblr

Não tenho o frenesim para ter mil seguidores, não ando preocupada se alguém  não gosta das minhas fotos, não actualizo todos os dias. Simplesmente ando e, mesmo que achem ridículo, lá sinto-me em paz.
Se estiverem com o bichinho, não hesitem, criem um :)

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fonte: tumblr
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Se existe alguém por aí desse lado, que visite o meu - clica aqui ou no ícone, ao fundo da página  :) *

terça-feira, 19 de março de 2013

domingo, 10 de março de 2013

keep going.

Já referi o facto de ser uma pessoa impulsiva, que executa a maior parte das suas acções através de instintos, e não porque reflectiu e achou que era o melhor a fazer. Quando criei este blog, estava num desses momentos e, como é normal na minha pessoa, achei piada ao voltar a este mundo, mas o interesse manifestou-se apenas a curto prazo.
Tempos depois, e sem ter feito nada neste espaço, perdi-lhe o interesse, perdi a vontade de prosseguir. Não imagino o mínimo sucesso e, muito menos, que exista alguém desse lado que lê os fracos, ridículos e inúteis textos que coloco aqui. Se é que posso chamar textos ao que tenho feito.
Ao contrário das outras vezes, não vou já, novamente tomada de impulso, fechar o blog. Não. Sei que isto exige paciência, dedicação e, daqui a uns tempos, quero olhar para trás e ver que acertei na decisão.
Por isso, e por agora, o Lapis Lazuli mantém-se. Espero que o meu estado de espírito, excepto todo este cansaço que me rodeia, continue impecável. Vou tentar empenhar-me mais neste espaço e tomar uma posição mais positivista em relação ao seu futuro.
Um grande obrigado a quem assiste desse lado.