Minha casa, 28 de Março de 2013
Não vejo um raio de Sol há dias. A Chuva não há maneira de parar e insiste em trazer o seu primo Vento. Sinceramente, já me enervam os dois. É que já nem a querida Trovoada e o seu marido Relâmpago se dignam a aparecer, o que, admito, tornava este ambiente muito mais bonito.
Tu, que és a estação do ano que toda a gente quer, a estação que marca o fim do Inverno e que assinala a chegada do Verão, és a estação mais donzela, a mais inocente, a mais delicada.
Tu, que começas no mês de muitas coisas boas e de muito boa gente (ahah), tu que chegaste há uma semana, e que ainda não deste a mostrar os teus sinais de beleza, excepto uma pequena borboleta que vi no outro dia.
Tu, sim, tu...
Estou triste por ti, minha Primavera, por não poderes dar um pequeno sorriso que faça chegar as Andorinhas, que faça abrir as Flores, que faça afastar as Nuvens Cinzentas.
Peço-te para que, com a tua delicada atitude, mandes o Inverno e todo o seu mau temperamento embora.
E mais! Peço-te desculpa por só te dar as boas-vindas ao fim de uma semana...
Adoro-te,
A.

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