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terça-feira, 25 de junho de 2013

um.

        


                Não valia a pena insistir. A sua mãe já tinha dito mais do que uma vez que teria de passar as férias na aldeia dos seus tios, aliás que era o melhor para ela. Mas quem era ela para afirmar o que era o melhor para si? Nunca se tinha preocupado com ela, e agora é que se lembrou das suas responsabilidades maternais, que deviam ter começado há 18 anos atrás, e de decidir o que era melhor para si.
                Durante toda a sua vida chamou-a de mãe, é verdade. Mas não passava de um nome. Habituou-se àquela palavra. Mas Marta não passava da mulher que a deitou ao mundo, que a carregou durante 9 meses no seu ventre, que estava casada com Jorge. Por mais que isto seja insensível, era assim que Catarina pensava nessa senhora.
                Por outro lado, Jorge. O homem que fora seu pai e, sem dúvida alguma, a sua verdadeira mãe. Esteve sempre lá quando Catarina precisou, fosse com um sorriso ou com um belo ralhete. Catarina costumava dizer-lhe que era o homem da sua vida, e foram estas a últimas palavras que lhe dirigiu.
                Desde então, a relação entre Marta e Catarina, por mais subtil que fosse, deixou de existir completamente.

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