Ora bem, nunca foi então vontade minha chegar a essa altura que, no nosso país, remete-nos para a idade adulta. Para mim, ter 18 anos era o espelho do caos das responsabilidades.
Amanhã chegarei aos 20 e, de forma antagónica, estou à espera dos 20 desde que fiz 18, penso eu. Assusta-me um pouco iniciar mais uma década, ser outro número com um zero, e não ser 10, mas estou com fezada de que vai correr bem!
Aplicando aqui a teoria, existe um autor que afirma que estou prestes a tornar-me um adulto emergente. E agora sim, sinto o caos das responsabilidades em mim.
Porém, a vida tem proporcionado várias situações inconcretas, ou seja, que não são logo solucionadas, exigindo todas elas uma questão como 'Serei capaz?', 'Sou boa pessoa?', 'Serei adequada para isto?', 'Será que é isto que quero?', 'Sou isto que quero ser o resto da vida?'. Incrivel ou não, todas as questões começam com o verbo ser, o que me leva à conclusão que estou numa crise existencial, mesmo antes da idade que eu tanto espero.
É Erasmus (ir ou não, sozinha? - Serei capaz?), são as relações interpessoais, é a relação com o meu self. É tudo, senhores. E a isso juntou-se um merdoso trabalho de Psicologia da Personalidade que nem o professor deve saber o que é.
Acho que preciso de um psicólogo, já que tenho de parar com esta obsessão de ser psicóloga em casa própria.
Bem, afinal de contas, sempre fui maçuda... Perdão, senhores, perdão.
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